terça-feira, 18 de agosto de 2009
o desgosto
1) retirei a última parcela do seguro desemprego. Agora, se não voltar a trabalhar, tenho que reaprender a viver duro. É doloroso quando o seguro acaba. Esses foram os quatro meses de maior mamata da minha vida. Mas agora tá acabado. Pra retornar à mamata só trabalhando por mais, pelo menos, seis meses.
2) a merda do SIGA da ufjf só me matriculou em duas (02) das sete (07) matérias em que eu me prematriculei. De modo que, agora, eu tenho que procurar a coordenadora do curso - que só passa uns poucos minutos por semana na sua sala - pra ver se ela dá um jeito de matricular em mais alguma coisa. E eu detesto ter de falar com as pessoas. Destesto a convivência em sociedade. Felizmente, inventaram o telefone e o computador, que já me quebram um belo galho. Infelizmente, pra algumas coisas eles não servem.
3) larguei minha psicóloga. Se alguém quiser me indicar outra pessoa...
Mais o quê? Bom, o Botafogo não engrena nem empurrado. Mais alguma coisa? Ah, sim, na novela as coisas também seguem sem mudanças. Outra coisa que continua igual: vou sair agora (mais uma: pra assistir a um filme argentino) e não devo voltar tão logo.
domingo, 26 de julho de 2009
faustão vs. tonacci, ou o tempo parou
Domingo, o Faustão continua no ar e eu, de pijama. Não pus o pé na rua durante todo o fim de semana, o penúltimo destas férias. Amanhã é o primeiro dia dos sete que restam dela. O que me resta fazer é esperar que me assalte a vontade de sair de casa, que não o fez com muita freqüência desde o início do mês de julho.
Enquanto isso prossigo na minha árdua batalha contra o tempo. A missão não é fazê-lo mais lento, de modo que me permita realizar algo rapidamente, mas, muito pelo contrário, somente fazê-lo passar. O tédio me tira todas as forças. Além do frio... E da coletânea da somlivre de música sertaneja, que tá rolando há horas na maior altura no salão de festas do prédio vizinho. Ou essas pessoas são masoquistas radicais, ou sádicas cruéis. De vez em quando rola também um funk - até a versão funk do hino do Flamengo eles já tocaram.
Falando nisso, ontem o Botafogo venceu o Inter e, enfim, saiu da zona de rebaixamento. Aleluia, irmãos! A urucubaca acabou. Espero...
Ontem ainda, assisti ao filme marginal Bang Bang, de Andrea Tonacci. É uma pena que esse movimento brasileiro - o cinema marginal - seja tão pouco conhecido e comentado - tão menos que o cinema novo. Ele promoveu uma revolução estética e temática talvez até maior do que a que fizeram Glauber Rocha e sua patota. E é certamente muito mais agradável de se ver. Este Bang Bang é um filme que vale, e muito, a pena assitir. Se tiver como, faça-o!
Um firme aperto de mão e até amanhã! Ou depois de amanhã...
sexta-feira, 24 de julho de 2009
dylan, sganzerla e sexo
São oito e vinte. Hoje é sexta, 24. Pela manhã fui ao centro, para a consulta semanal com a minha psicóloga. É semanal, mas eu frequentemente pulo uma semana. Não é de propósito, eu simplesmente não consigo acordar, às vezes. Acentece, certo? ...Hoje eu consegui. Depois passei no banco pra depositar um dinheiro e segui pra casa. Almocei e, continuando a semana "discos que eu já ouvi mil vezes", hoje foi a vez de ouvir pela milésima primeira vez Blood On The Tracks, do Bob Dylan.
Em seguida vim pra cá. Depois saí. Aí não fiz mais nada e, agora, voltei. Tentei gravar, por duas vezes, O Bandido da Luz Vermelha, pra poder assistir hoje, mas nas duas aconteceu alguma merda e a gravação não deu certo. Tô com preguiça de sair. Se eu animar, mais tarde eu saio... só não sei o que pode vir a me animar.
É, não consigo me lembrar de mais nada que tenha feito hoje.
Ontem assisti a um filme sobre pessoas viciadas em sexo, chamado Choke. O livro no qual o roteiro foi baseado é do mesmo autor do Clube da Luta. Não li nenhum dos dois, mas tenho a impressão de que ambos devem ser interessantes. Quanto a este Choke, acho que o roteiro poderia ter ido mais fundo. Dá a impressão de que quiseram mesmo ficar só no superficial. Todavia, como comédia é bom - problema é que essa não me parece a classificação mais adequada pra ele... Que seja.
Só, por hoje.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
matando o tempo
Burn After Reading é o último filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, dois dos cineastas estadunidenses mais respeitados da atualidade – não à toa. Conta com um elenco extraordinário, que fica melhor ainda sob a direção desses dois, com John Malkovich, Frances McDormand – mulher de Joel e atriz genial – George Clooney e Brad Pitt, nos papéis principais da trama. O filme é uma comédia tão boa quanto todas as outras que a dupla já fez. Conta as histórias de um ex-funcionário do tesouro americano, recém-demitido e alcoólatra; de dois funcionários estúpidos de uma academia de ginástica – ela, uma mulher de meia idade que tudo o que quer é conseguir dinheiro pra uma série de cirurgias plásticas e arrumar um bom encontro, e ele, um idiota perfeito que pensa ter encontrado, num CD, arquivos ultra-secretos da inteligência americana; o último é o amante da mulher do alcoólatra mencionado acima. A trama segue num rítmo impecável e é permeada por cenas verdadeiramente hilárias. E como não poderia deixar de haver num filme dos irmãos Coen, há sangue em uma cena que assusta pela imprevisibilidade.
Was Am Ende Zählt (Nada Mais Importa) é um filme alemão dirigido por Julia von Heinz, de quem eu nunca ouvira falar. Trata das histórias de duas jovens garotas que se conhecem por acaso e têm de lidar, juntas, com uma gravidez inesperada. Uma delas pretendia estudar moda em Lyon, na França, mas após roubarem sua bagagem, quando se preparava para partir, se vê obrigada a ficar e juntar novamente todo o dinheiro de que necessita para poder ir. A outra é uma órfã, que recebe auxílio do Estado e trabalha onde a primeira acabou terminando também – na restauração de um navio atracado, que irá servir, quando pronto, como uma boate na qual ela trabalharia. Elas se conhecem lá, ficam amigas e, finalmente, descobrem a gravidez da primeira. Então, fazem uma idiotice atrás de outra e assim a trama vai se desenrolando, atravéz de situações ao mesmo tempo absurdas e previsíveis, até um final também previsível.
About Schmidt, de Alexander Payne, é uma típica comédia-dramalhão americana, com algumas cenas engraçadas pra quebrar o clima, mas com um roteiro fraco, que não chega a lugar nenhum. Salva-se o sempre brilhante Jack Nicholson, que não perde a mão jamais. Seu personagem poderia ser muito interessante se o filme não precisasse vender e dar retorno financeiro aos produtores. A cena final acaba com tudo que há de bom no filme, só pra fazer chorar os de coração mole…
Antes destes, ainda recentemente vi alguns bons filmes, como um sueco chamado Involuntário e Linha de Passe, do Walter Salles e da Daniela Thomas; alguns razoáveis, como o argentino Clube da Lua e o francês De Tanto Bater Meu Coração Parou; e outros incriticáveis, como Juventude, do Bergman e A Menina Santa, de Lucrecia Martel, simplesmente perfeitos. Lucrecia Martel, aliás, fez talvez o melhor filme desta década, na minha opinião: O Pântano. E no meu top 10 ainda caberiam outros argentinos.
Até!
nada de anormal
Ainda é cedo, são duas e meia. Mas parece que nada de anormal vai acontecer hoje. Vou continuar de pijama durante boa parte do dia, sentado aqui com esta bunda que não cessa de crescer; mais tarde provavelmente assisto a um filme. Depois vai depender de esta máquina estar vaga ou não. Estando, volto pra cá. Se não, sigo pra minha leitura noturna. Entre três e quatro, da madrugada, eu durmo. Minha gata vai tentar me impedir de fazê-lo, o sono vai ensaiar não aparecer, mas no fim tudo dá certo e eu acabo dormindo.
Hum, vejamos, o que mais dizer? Bom, é isso, eu acho.
Até breve!
quarta-feira, 22 de julho de 2009
a novela, o batman e o futebol
Não fiz mais nada o dia inteiro. Daqui a pouco tem futebol na televisão. E vai passar o jogo do Botafogo. Viva! Hum, bom, tomei banho, depois comi, ouvi outro disco que já ouvi umas dezenas de vezes - Transformer, do Lou Reed -, mas que não canso de ouvir. Depois voltei pra cá. E não fiz mais nada, nem aqui. Sentei aqui há uma hora, mas não consigo me lembrar de nada que tenha feito. Acho que não fiz nada mesmo. Lucinha - minha gata - tá deitada em cima do monitor e me olha de olhos fechados. Os indianos continuam falando atrás de mim e discutindo os costumes do país, como se todos já não estivessem cansados de saber de tudo. Agora o Bino tá falando com os doidos. E os doidos tão falando com ele das suas maluquices. Tá parecendo até Globo Repórter. E a irmã do maluco apareceu agora, travestida de Michael Jackson. Deixa eles. A autora continua comendo cocô e não vai parar enquanto alguém não der um jeito nela...
Ontem, me lembrei agora, passou o primeiro Batman do Joel Schumacher, no SBT. É melhor que o segundo dele, mas ainda muito ruim. Aí fiquei com vontade de ver o melhor Batman que já foi filmado: Batman, Dead End. E vi. É incrível como conseguiram fazer, em apenas oito minutos, o que três diretores já tentaram, sem sucesso, em seis longas. Assistam, se já não viram, deve ter no youtube. Vale a pena. Se você acha o Christian Bale um bom batman e o Heath Ledger um bom Joker, é porque ainda não assistiu a este Dead End. É perfeito, e, pra melhorar, o caveleiro das trevas ainda tem que lutar contra o alien e o predador! Pode parecer sacanagem, mas é genial. Tudo em oito minutos!
Vai começar o jogo agora. O Botafogo tá sem três titulares, mas o Ney deu um jeito de, ainda assim, armar um time bonitinho. Dá pra ganhar do Náutico!
Fui-me
See ya, folks!
diários de viagem
Hoje é dia 22 de julho de 2009. Uma quarta-feira. São quatro horas da tarde. Como de costume, acordei ao meio-dia, pra almoçar. Ouvi mais uma vez o disco que provavelmente eu mais ouvi nessa vida: Automatic for the People, R.E.M., e em seguida me dirigi para esta máquina caduca, a fim de me utilizar de sua internet lenta. Cá estou desde então. O dia ainda é curto, até o momento. Voltemos, pois, ao dia de ontem - que, conquanto eu o tenha vivido em todas as suas vinte e quatro horas, também não foi lá muito longo.
Bem, mais uma vez não saí de casa. Assisti a um filme um tanto quanto fraco - pra não dizer ruim - chamado "Expresso Transiberiano". Mais o quê? Vejamos... é, não fiz mais nada.
Mañana!