quinta-feira, 23 de julho de 2009

matando o tempo

Pra passar o tempo falarei brevemente de alguns dos últimos filmes que assisti.

Burn After Reading é o último filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, dois dos cineastas estadunidenses mais respeitados da atualidade – não à toa. Conta com um elenco extraordinário, que fica melhor ainda sob a direção desses dois, com John Malkovich, Frances McDormand – mulher de Joel e atriz genial – George Clooney e Brad Pitt, nos papéis principais da trama. O filme é uma comédia tão boa quanto todas as outras que a dupla já fez. Conta as histórias de um ex-funcionário do tesouro americano, recém-demitido e alcoólatra; de dois funcionários estúpidos de uma academia de ginástica – ela, uma mulher de meia idade que tudo o que quer é conseguir dinheiro pra uma série de cirurgias plásticas e arrumar um bom encontro, e ele, um idiota perfeito que pensa ter encontrado, num CD, arquivos ultra-secretos da inteligência americana; o último é o amante da mulher do alcoólatra mencionado acima. A trama segue num rítmo impecável e é permeada por cenas verdadeiramente hilárias. E como não poderia deixar de haver num filme dos irmãos Coen, há sangue em uma cena que assusta pela imprevisibilidade.

Was Am Ende Zählt (Nada Mais Importa) é um filme alemão dirigido por Julia von Heinz, de quem eu nunca ouvira falar. Trata das histórias de duas jovens garotas que se conhecem por acaso e têm de lidar, juntas, com uma gravidez inesperada. Uma delas pretendia estudar moda em Lyon, na França, mas após roubarem sua bagagem, quando se preparava para partir, se vê obrigada a ficar e juntar novamente todo o dinheiro de que necessita para poder ir. A outra é uma órfã, que recebe auxílio do Estado e trabalha onde a primeira acabou terminando também – na restauração de um navio atracado, que irá servir, quando pronto, como uma boate na qual ela trabalharia. Elas se conhecem lá, ficam amigas e, finalmente, descobrem a gravidez da primeira. Então, fazem uma idiotice atrás de outra e assim a trama vai se desenrolando, atravéz de situações ao mesmo tempo absurdas e previsíveis, até um final também previsível.

About Schmidt, de Alexander Payne, é uma típica comédia-dramalhão americana, com algumas cenas engraçadas pra quebrar o clima, mas com um roteiro fraco, que não chega a lugar nenhum. Salva-se o sempre brilhante Jack Nicholson, que não perde a mão jamais. Seu personagem poderia ser muito interessante se o filme não precisasse vender e dar retorno financeiro aos produtores. A cena final acaba com tudo que há de bom no filme, só pra fazer chorar os de coração mole…


Do Expresso Trasiberiano não estou disposto a falar.

Antes destes, ainda recentemente vi alguns bons filmes, como um sueco chamado Involuntário e Linha de Passe, do Walter Salles e da Daniela Thomas; alguns razoáveis, como o argentino Clube da Lua e o francês De Tanto Bater Meu Coração Parou; e outros incriticáveis, como Juventude, do Bergman e A Menina Santa, de Lucrecia Martel, simplesmente perfeitos. Lucrecia Martel, aliás, fez talvez o melhor filme desta década, na minha opinião: O Pântano. E no meu top 10 ainda caberiam outros argentinos.

Até!

2 comentários:

  1. De tudo o que você falou, só vi "Queime Depois de Ler"... Fui no cinema, com o humor não dos melhores, em um contexto que nem vale a pena comentar porque cansa só de lembrar... E saí do cinema... FELIZ! Não tem outra palavra melhor...

    O filme é realmente tudo o que você falou... E é só mais uma prova que Brad Pitt é um ótimo ator além do rostinho bonito - juntando os dois motivos, eu bem que casava com ele ;]~

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  2. uahuahauha
    o filme pe muito bom mesmo, uma das melhores comédias que vi em muito tempo.
    e, bem, até eu casava com ele! mas ainda prefiro a mulher dele... =P

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