Burn After Reading é o último filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, dois dos cineastas estadunidenses mais respeitados da atualidade – não à toa. Conta com um elenco extraordinário, que fica melhor ainda sob a direção desses dois, com John Malkovich, Frances McDormand – mulher de Joel e atriz genial – George Clooney e Brad Pitt, nos papéis principais da trama. O filme é uma comédia tão boa quanto todas as outras que a dupla já fez. Conta as histórias de um ex-funcionário do tesouro americano, recém-demitido e alcoólatra; de dois funcionários estúpidos de uma academia de ginástica – ela, uma mulher de meia idade que tudo o que quer é conseguir dinheiro pra uma série de cirurgias plásticas e arrumar um bom encontro, e ele, um idiota perfeito que pensa ter encontrado, num CD, arquivos ultra-secretos da inteligência americana; o último é o amante da mulher do alcoólatra mencionado acima. A trama segue num rítmo impecável e é permeada por cenas verdadeiramente hilárias. E como não poderia deixar de haver num filme dos irmãos Coen, há sangue em uma cena que assusta pela imprevisibilidade.
Was Am Ende Zählt (Nada Mais Importa) é um filme alemão dirigido por Julia von Heinz, de quem eu nunca ouvira falar. Trata das histórias de duas jovens garotas que se conhecem por acaso e têm de lidar, juntas, com uma gravidez inesperada. Uma delas pretendia estudar moda em Lyon, na França, mas após roubarem sua bagagem, quando se preparava para partir, se vê obrigada a ficar e juntar novamente todo o dinheiro de que necessita para poder ir. A outra é uma órfã, que recebe auxílio do Estado e trabalha onde a primeira acabou terminando também – na restauração de um navio atracado, que irá servir, quando pronto, como uma boate na qual ela trabalharia. Elas se conhecem lá, ficam amigas e, finalmente, descobrem a gravidez da primeira. Então, fazem uma idiotice atrás de outra e assim a trama vai se desenrolando, atravéz de situações ao mesmo tempo absurdas e previsíveis, até um final também previsível.
About Schmidt, de Alexander Payne, é uma típica comédia-dramalhão americana, com algumas cenas engraçadas pra quebrar o clima, mas com um roteiro fraco, que não chega a lugar nenhum. Salva-se o sempre brilhante Jack Nicholson, que não perde a mão jamais. Seu personagem poderia ser muito interessante se o filme não precisasse vender e dar retorno financeiro aos produtores. A cena final acaba com tudo que há de bom no filme, só pra fazer chorar os de coração mole…
Antes destes, ainda recentemente vi alguns bons filmes, como um sueco chamado Involuntário e Linha de Passe, do Walter Salles e da Daniela Thomas; alguns razoáveis, como o argentino Clube da Lua e o francês De Tanto Bater Meu Coração Parou; e outros incriticáveis, como Juventude, do Bergman e A Menina Santa, de Lucrecia Martel, simplesmente perfeitos. Lucrecia Martel, aliás, fez talvez o melhor filme desta década, na minha opinião: O Pântano. E no meu top 10 ainda caberiam outros argentinos.
Até!
De tudo o que você falou, só vi "Queime Depois de Ler"... Fui no cinema, com o humor não dos melhores, em um contexto que nem vale a pena comentar porque cansa só de lembrar... E saí do cinema... FELIZ! Não tem outra palavra melhor...
ResponderExcluirO filme é realmente tudo o que você falou... E é só mais uma prova que Brad Pitt é um ótimo ator além do rostinho bonito - juntando os dois motivos, eu bem que casava com ele ;]~
uahuahauha
ResponderExcluiro filme pe muito bom mesmo, uma das melhores comédias que vi em muito tempo.
e, bem, até eu casava com ele! mas ainda prefiro a mulher dele... =P